[BONS FLUIDOS] ”O grande problema é que queremos tratar a insônia e não a pessoa insone, e aí que está a diferença”

Noite passada fui pra cama nada bem acompanhado, levei comigo a ansiedade de todo início de mês, a preocupação com o pagamento dos salários dos meus funcionários, o aluguel, as reclamações de saúde dos meus pacientes, o “bolinho” de contas a pagar que me aguardam na mesa do escritório, a entrevista que darei essa semana na TV que não tive tempo de revisar o assunto, a queda da bolsa de ontem e com ela meu suado dinheirinho, o medo de perder minha cachorra que está com câncer, a cirurgia enorme que a coitadinha vai passar, a irritação de não ter ido à academia, o tempo que não tenho tido ultimamente sequer para fazer mercado, o que me levou a dormir com fome e toda minha agenda do dia que se inicia daqui à pouco, às 7h dando entrevista pra rádio, às 9h num cartório da outro lado da cidade, e às 10h  reunião com representante da indústria farmacêutica. Não esquecendo que hoje às 8h é o prazo máximo pra entregar esse artigo que agora, exatos 4:20 da manhã se inicia! Juro que não é estorinha, é a mais pura verdade, estou acordado desde às 3h e não poderia escrever outro assunto que fosse mais pertinente: a maldita insônia.

Mas será que tudo é culpa dela? Exageramos na dose, levamos  todo o peso do dia pra cama e como se não bastasse, ainda assistimos TV falando sobre assassinato, estupro, caos na economia mundial, miséria, sem falar no nosso queridíssimo e insistente Covid… E você ainda espera, depois de todo esse bombardeio, ter um sono tranquilo e reparador! Vai sonhando! Ops! Vá acordando!

Muitas criaturas que me acompanham devem estar lendo esse artigo e pensando: Mas ele tem insônia? É claro que tenho! Sou humano e por mais que conheça todos os métodos pra evitá-la, não adianta! A infeliz chega e o pior é que sabemos exatamente quando e o porquê dela chegar e na grande maioria das vezes se não é por um motivo bioquímico, um desajuste nas suas funções biológicas, é por um desajuste na sua vida, ou pela maneira como você se porta mediante ela. 

O grande problema é que queremos tratar a insônia e não a pessoa insone e aí está a grande diferença. 

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