[BONS FLUÍDOS] Refluxo: é possível tratar naturalmente? Saiba quais hábitos alimentares você deve adotar para minimizar o problema

Raro quem não sofra com refluxo, ainda mais nos dias tensos de hoje, quanto mais você sofre com ansiedade mais candidato a esse mal se é! Quem nunca sofreu com refluxo que atire a primeira pedra!

Também conhecida como azia, esofagite de refluxo e associada com frequência à hérnia de hiato, essa doença é um conjunto de alterações que ocorre devido ao refluxo ou retorno do ácido presente no estômago para o esôfago(…)

Um estudo realizado pelo Datafolha Instituto de Pesquisas e pela Federação Brasileira de Gastroenterologia, aponta que mais de 12% dos brasileiros, ou seja, cerca de 22 milhões de pessoas sofrem com a doença. Tá bom ou quer mais?

O que desencadeia o refluxo?

Vários são os fatores que podem desencadear refluxo, entre eles estão a ansiedade, consumo exagerado de cafeína, uso contínuo de medicamentos, tais como antibióticos que matam além das bactérias patogênicas, as bactérias probióticas “do bem”, provocando um desequilíbrio na microbiota intestinal que chamamos de disbiose, entre tantos outros.

Mas esse desequilíbrio intestinal que geralmente é causado por uma dieta inadequada gera inflamações e reações de autoimunidade que acabam contribuindo para vários danos no organismo, inclusive danos no esôfago.

Logo, o primeiro passo para a melhora do refluxo é obviamente uma melhora nos hábitos alimentares, com mais fibras (prebióticos) e uso de probióticos. Outras mudanças no estilo de vida podem ser necessárias como a perda de peso, diminuição ou corte de cafeína e álcool e uma dieta livre de alimentos pró-inflamatórios.

Claro que dar um jeito na ansiedade também pode ser a solução, mas tratar a ansiedade é mais complicado que mudança nos hábitos alimentares.

Quais alimentos devemos cortar?

Alimentos gordurosos: eles resultam em uma digestão muito mais lenta e os alimentos permanecem por mais tempo no estômago, retardando o esvaziamento gástrico e aumentando a produção de ácido e a probabilidade dos aparecimentos dos sintomas do refluxo;

Dessa forma, é recomendado evitar o consumo de carnes vermelhas, salsichas, mortadela, batata frita, molho de tomate, maionese, croissant, biscoitos, bolos, pizza, molhos industrializados, queijos amarelos, manteiga, margarina, banha de porco e bacon;

Cafeína: esse estimulante pode irritar a mucosa do estômago e favorecer o refluxo. Por isso é aconselhado evitar os alimentos que contenham cafeína como café, chá-preto, chá-verde, chá-mate, refrigerantes, bebidas energéticas e chocolate;

Bebidas alcoólicas: principalmente as fermentadas como cervejas e vinhos, pois irritam o estômago e aumentam a produção de ácido;

Bebidas gaseificadas: como os refrigerantes e a água com gás, pois aumentam a pressão dentro do estômago;

Menta e alimentos com sabor de menta: que podem irritar a mucosa gástrica;

Pimentas, molhos picantes e temperos: pois também são irritantes da mucosa do estômago e favorecem o aumento da acidez, resultando nos sintomas de refluxo.

O uso de alimentos que são fontes de probióticos podem e devem ser utilizados para auxiliar o tratamento não apenas do refluxo, mas como gastrite e demais inflamações no trato digestório. 

Quais os alimentos probióticos são mais que bem vindos?

– O Kefir é uma bebida feita da fermentação do leite ou suco com grãos de kefir que possui geralmente de 35 a 50 tipos de micro-organismos não encontrados no iogurte comum. Vários estudos demonstram que o kefir tem efeito protetor da mucosa gástrica.

– A kombucha, já utilizada há mais de 2000 anos, é uma bebida feita a partir da fermentação, de um chá com maior concentração de cafeína, geralmente o chá-preto ou vede adoçado com sacarose comum pela adição da colônia de Kombucha chamada “scoby”, (Symbiotic Colony of Bacteria and Yeast). Após a fermentação, o Kombucha transforma-se em uma bebida rica em probióticos naturalmente frisante e saborosa, pelo menos para mim!

– O iogurte caseiro apresenta valores de probióticos, energia, macronutrientes (carboidrato, proteína) e micronutrientes (cálcio, sódio, zinco, vitamina A) maiores do que o iogurte industrializado.

Agora se você não curte esse tipo de alimentos pode procurar por probióticos em cápsulas, mais práticos e destinados a concentrar altas concentrações de lactobacilos e bifidobacterias, que protegem os probióticos colaborando para que as células cheguem vivas e em altas concentrações no intestino humano.

E quais as infusões mais indicadas?

– A infusão de gengibre estimula o sistema digestivo a produzir mais enzimas e diminui o tempo que o alimento fica no estômago, evitando o refluxo, além de aliviar a irritação gástrica. Isso ocorre porque o gengibre contém vários compostos fenólicos em sua composição. 

Para usar o gengibre e aliviar o refluxo pode-se adicionar 4 a 5 pequenas fatias ou 2 colheres de sopa de raspas de gengibre em um litro de água gelada e beber ao longo do dia, ou mesmo preparar uma infusão com a mesma quantidade.

– A infusão de camomila, rica também em compostos fenólicos como a apigenina que atua no tratamento de problemas no estômago, controlando a má digestão e até no processo de cicatrização das úlceras estomacais. Além disso, a camomila tem poder calmante, visto que a ansiedade é uma das causas do refluxo, uma infusão para diversos males. Tomar 2 a 3 xícaras de chá da infusão ao dia.

– Uma das mais populares e utilizadas plantas no tratamento estomacal é a espinheira-santam, que tem comprovação científica no combate às dores de estômago, gastrite, úlcera, azia e queimação devido às suas propriedades medicinais. Por conta dos taninos presentes, ela ainda tem poder cicatrizante sobre a lesão ulcerosa e pela sua ação antisséptica paralisa rapidamente as fermentações gastrintestinais. Tomar 2 a 3 xícaras de chá da infusão ao dia. 

Além das dicas acima, segue uma série de cuidados para evitar o refluxo:

– Comer pequenas porções várias vezes ao dia, a cada 2 ou 3 horas;

– Evitar beber líquidos durante as refeições;

– Evitar comer de 3 a 4 horas antes de deitar;

– Aumentar o consumo de frutas e legumes;

– Evitar deitar ou fazer exercícios logo após as refeições;

– Mastigar bem os alimentos e comer lentamente e em um local tranquilo;

– Dormir em um ângulo de 45 graus, colocando uma almofada ou elevando a cabeceira da cama, diminuindo, assim, o refluxo noturno;

– Acredite, o uso de roupas apertadas ou cintas podem aumentar a pressão no estômago, favorecendo o refluxo, evite-as!

A homeopatia pode ajudar?

O tratamento do refluxo com homeopatia tende a ter sucesso tanto na recuperação quanto na prevenção do problema. No entanto, não basta ir à farmácia e pedir uma homeopatia para o refluxo. Antes deve ser feita uma anamnese individualizada para que observar todos os detalhes do paciente, pois cada doença responde e é gerada de modo diferente em cada indivíduo. 

No caso do refluxo, o homeopata prescritor pode perceber a causa geradora do problema individualizando e sendo mais certeiro na escolha das matrizes homeopáticas, reequilibrando o corpo e a mente do indivíduo como um todo, o que chamamos de homeostase, refletindo positivamente no tratamento.

O homeopata pode prescrever medicamentos homeopáticos que atuam diretamente no refluxo com o efeito de reduzir o acúmulo de ácido, reequilibrar o pH, restaurar o sistema digestivo e fortalecer a válvula que separa o estômago do esôfago ou mesmo prescrever algum calmante homeopático que resolva o problema, por isso a necessidade de uma anamnese bem feita.

JAMAR TEJADA


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