FARMACÊUTICOS E RESPONSABILIDADE ÉTICA

bayer-logo-sloganjamar-tejada-dziedzinskiEm 17 de dezembro de 1973 a Lei nº 5.991 estabeleceu que o processo de dispensação de medicamentos na farmácia é de responsabilidade do profissional farmacêutico. Passaram-se os anos e houve o surgimento de um novo termo, a chamada “Atenção Farmacêutica”, que tem influenciado cada vez mais, nós, farmacêuticos a assumir um papel ativo na promoção da saúde.

A cada dia que passa a profissão farmacêutica toma mais espaço e parece retomar o status outrora vivido por nós, farmacêuticos. Em 29 de Agosto de 2013, a Resolução nº 586 da Prescrição Farmacêutica encerra a concepção de prescrever como a ação de recomendar algo ao paciente. Assim, podemos realizar a prescrição de medicamentos e outros produtos com finalidade terapêutica, não tarjados e que não exijam prescrição médica.

Nessa resolução estão inclusos os medicamentos industrializados e preparações magistrais – alopáticos ou dinamizados -, plantas medicinais, drogas vegetais e outras categorias ou relações de medicamentos que venham a ser aprovadas pelo órgão sanitário federal, os medicamentos cuja dispensação exija prescrição médica também podem ser prescritos, desde que condicionado à existência de diagnóstico prévio e apenas quando estiver previsto em programas, protocolos, diretrizes ou normas técnicas aprovadas para uso no âmbito de instituições de saúde ou quando da formalização de acordos de colaboração com outros prescritores ou instituições de saúde.

Mas até que ponto somos responsáveis pelo paciente? Temos o conhecimento suficiente para tamanho compromisso? O que abrange a atenção farmacêutica?

A atenção farmacêutica compreende atitudes, valores, responsabilidades, competências e habilidades na prestação da farmacoterapia (tratamento de doenças e de outras condições de saúde, por meio do uso de medicamentos) com o objetivo de obter resultados terapêuticos definidos na saúde e na qualidade de vida do paciente, orientando o uso correto dos medicamentos e o estudo de possíveis consequências, passa a compreender a verdadeira dimensão da responsabilidade e seriedade do trabalho que presta à sociedade.

A atenção farmacêutica de excelência só é possível por meio de estudo qualificado. Não basta ter apenas conhecimento farmacotécnico, deve se ter conhecimento clínico e fisiológico, ou seja, caso tenha um paciente com sintomas que desconheço, deverei encaminhá-lo a um profissional mais capacitado, fato que deveria ser de praxe nas profissões de saúde.

Certamente a qualificação da prescrição farmacêutica só será respeitada quando houver uma investigação do nível de conhecimento dos atuais profissionais acerca dos medicamentos e problemas de saúde. Investigação que deveria ser realizada pelos órgãos de saúde competentes com aplicação de provas exigindo conhecimento específico, sendo de suma importância uma reforma curricular em todas as universidades do País.

Em parceria com corpo clínico, como já acontece em países como os Estados Unidos, onde existem farmacêuticos cardiologistas, oncologistas, entre outros, que trabalham em conjunto com os profissionais especialistas da mesma área.

Enquanto essa união não se realiza, para se ter segurança sobre o tratamento cabe a população a responsabilidade de buscar informação sobre a qualificação dos profissionais de saúde com os quais busca auxílio. E, a nós, profissionais de saúde, adotar um processo de ação-reflexão-ação no sentido de melhorarmos nosso papel perante à sociedade.

As opiniões emitidas nesta publicação são de seus autores e não refletem necessariamente as opiniões e recomendações da Bayer S/A.