Homeopatia: entenda como ela trabalha para equilibrar seu organismo

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“Aquilo que provoca a doença onde ela não existe, também pode curar a doença onde ela existe”. A frase de Hipócrates, “o pai da medicina”, morto em 370 a.C., é um dos pilares da homeopatia, terapia criada há mais de 200 anos pelo médico alemão Samuel Hahnemann, e que hoje é considerada especialidade médica. De forma simplificada, a homeopatia trabalha pela Lei da Semelhança: o semelhante cura o semelhante. Para que isso aconteça, ela busca promover a autorregulação do organismo.

Homeopatia funciona mesmo?

Apesar de chamada de medicina alternativa, a Homeopatia é uma especialidade médica reconhecida por vários países da Europa, América do Norte e Índia. No Brasil, foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina há 34 anos, sendo ainda uma especialidade farmacêutica e médica-veterinária.

Atualmente a homeopatia está integrada na Política Nacional de Práticas Integrativas e Medicinas Complementares para o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus medicamentos podem ser encontrados em algumas farmácias do Estado.

O doente, não a doença

“A homeopatia é usada para quem (paciente) e não para o quê (doença). Este paciente apresenta um conjunto de sintomas, em um determinado momento, com algumas características (clima, horário, duração, intensidade, causa, etc.)”, explica o farmacêutico e homeopata Jamar Tejada.

Na homeopatia, pode ocorrer a indicação de remédios diferentes para situações aparentemente semelhantes ou remédios iguais para situações aparentemente diferentes. “Além disso, medicamentos homeopáticos podem ser usados simultaneamente com outros (até alopáticos), quando necessário”, completa.

Quando usar

A homeopatia pode ser indicada para todas as pessoas, independentemente de idade – e até para animais – e praticamente para todos os casos de saúde, já que seu princípio é o reequilíbrio do organismo.

“Muitas pessoas acreditam que homeopatia só terá efeito para crianças, que é uma ciência de fé e que demora muito para causar efeito, o que não é verdade. Quando me perguntam sobre ter fé para causar efeito eu sempre respondo que nunca vi um cachorro, que pode por exemplo fazer uso da homeopatia para cura de enfermidade, rezando!”, diz Jamar.

A homeopatia trabalha por energia quântica, logo quanto mais alterado, desequilibrado estiver um indivíduo, maior o tempo de resposta de cura. “Por isso em crianças se tem uma resposta tão rápida, pois nelas o organismo está bem mais equilibrado do que em um adulto ‘intoxicado’”, completa.

Do que os medicamentos são feitos

O medicamento homeopático pode ser feito de plantas, animais ou minerais. Ele é muito diluído e, desta forma, tende a não fazer mal ao doente. “Além de diluído ele é energizado (sucussionado), daí a questão da energia quântica. Isto quer dizer agitado, batido. Pega-se uma parte do remédio (exemplo: arnica e dilui-se uma parte do remédio em 99 partes de álcool e se (sucussiona) 100 vezes. Este é o 1 CH (Centesimal Hahnemanniana). Pega-se uma parte desta solução e dilui-se em mais 99 partes de álcool, bate-se mais 100 vezes e este é o 2 CH. Assim vai, até chegar o CH que queremos receitar. A isto chamamos potência do remédio. Há outras formas de potências de medicamentos homeopáticos (LM, D, FC, por exemplo), mas todas são preparadas sob o conceito de diluição (ou trituração em lactose) e sucussão (o que é igual a dinamização)”, explica Jamar.

Fake news sobre a homeopatia

O tratamento pela homeopatia é mais longo do que seria o tratamento com remédios convencionais?

“A duração ou a resposta a um tratamento homeopático não é necessariamente mais longo ou mais lento que o alopático. A duração do tratamento homeopático depende do tempo de doença, dos tratamentos realizados anteriormente e da idade do indivíduo, de quão desequilibrado está, como citei antes quanto mais equilibrado o organismo mais próximo da homeostase, mais próximo da resposta da cura.”

Existem doenças que não respondem à homeopatia, logo não podem ser tratadas pela mesma, pois interferem no tratamento alopático?

“Existem doenças que evoluem rápido e que podem causar lesões irreversíveis a órgãos, como cirrose por exemplo. Logo, nesses casos, o tratamento tradicional pode ser complementado com o da homeopatia para obter uma melhora na qualidade de vida do indivíduo. Outro exemplo clássico é no tratamento do câncer, no qual a homeopatia como tratamento paralelo serve para amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia. Lembrando que a homeopatia não interfere no medicamento alopático pois trabalha a ‘questão energética’ da enfermidade”.

Para a homeopatia, as doenças somente surgem quando há um desequilíbrio emocional?

“Segundo a homeopatia o desequilíbrio emocional pode provocar doenças, mas nem sempre é o causador de uma enfermidade.”

Cuide do seu vidrinho

Se rendeu à homeopatia? Veja as dicas do farmacêutico e homeopata Jamar Tejada para garantir a eficácia do tratamento.

1 – O local adequado para guardar o medicamento deve ser protegido de poeira, luz, umidade e calor; protegido de cheiros fortes (cânfora – antídoto homeopático);

2 – Mantenha o recipiente distante de aparelhos que emitam radiações (microondas, geladeiras, computadores, eletrodomésticos, celulares, raios X, detectores de metais em bancos e aeroportos) porque já que agem energeticamente, essas radiações podem alterar o medicamento.

3 – Ao tomar o medicamento evite o contato direto com as mãos. Em caso de glóbulos ou pastilhas, ponha a dose adequada na tampinha do vidro ou colher plástica e vire na boca. 4 4 – Em caso de líquidos, tome longe das refeições – ao deitar ou em jejum de pelo menos 1 hora antes e depois do remédio. Você deve evitar gostos fortes na boca (pasta de dentes, balas mentoladas, cigarros, café, bebidas) ao ingerir o medicamento e 15 a 30 minutos antes e depois de tomar o medicamento.

5 – Aguarde 15 a 30 minutos entre a tomada de dois medicamentos homeopáticos.